quarta-feira, 16 de outubro de 2013

EAD - Entrevista com aluno e tutor

A importância do Ensino a Distância é um tema muito discutido atualmente. Alguns “atores” desse sistema foram entrevistados e verificamos com suas respostas, que o EaD promete cada vez mais conquistar adeptos!
Para Dylhermando J. V. Ribeiro, aluno do curso de Administração com foco em Gestão Pública pela UFC virtual, a educação a distância trouxe a oportunidade para muitas pessoas, como ele que mora longe da capital e trabalha diariamente. Segundo ele “com a promoção dos cursos semipresenciais pela Universidade Federal do Ceará pude fazer um curso inovador, com conteúdo de qualidade e rapidamente me adaptei ao sistema devido à praticidade. Assim, sua importância se dá pelo fato de propiciar oportunidades a muitas pessoas que tem o sonho da formatura, mas por questões de trabalho, financeira, família, geralmente têm dificuldades.”
Quando questionado sobre como ele exercia seu papel de aluno, ele explicou que procura se trabalhar diariamente para ter disciplina e organização. “Somos em grande parte autodidatas, necessitando de constante organização com prazos, leituras e postagens, como também com disciplina diária para não perder o foco e assim, fortalecer o aprendizado contínuo e efetivo.” Mostrando então que, o aluno da modalidade EaD precisa, acima de qualquer coisa, ter disciplina e organização.
Ele atualmente se encontra no oitavo semestre do curso que tem duração de nove semestres. Para ele, a adaptação ao sistema foi mais fácil pois já estava familiarizado por utilizar a metodologia a distância em capacitações onde trabalha.
Dylhermando conclui falando sobre suas expectativas diante do cenário futuro da EAD : “Apesar de já bem difundida em outros países e a tempo relevante ter chegado ao Brasil, ainda vejo a EaD, em nosso país, com muitas barreiras e preconceitos. Ainda existem poucas pessoas formadas no mercado, em fase de experiência e adaptação. Minha expectativa é que com o passar dos anos, as Universidades/Faculdades melhorem o nível de desenvolvimento dos cursos, promovam maior interação entre aluno/professor, forneçam mais oportunidade aos alunos dentro das Universidades/Faculdades. Acredito no potencial da EaD e que proporcionará grandes benefícios em diversas áreas de trabalho e no meio acadêmico. Mas num processo contínuo. A EaD veio pra ficar!”
Teresa Lima é tutora à distância há seis anos pela UFC virtual, ela atua no curso de Administração com foco em Gestão Pública. Para ela a modalidade se enquadra na realidade do mundo moderno, muito embora não tenha sido criada agora. “Destaco o incentivo à autonomia do aluno, através do desenvolvimento da habilidade de leitura, interpretação e criticidade, com os exercícios propostos durante o curso.”
Ela explica que exerce seu papel “participando dos fóruns, trocando informações e textos da disciplina para leitura dos alunos. Os textos fazem parte do contexto atual em consonância com a disciplina trabalhada.”

As expectativas de Teresa para o cenário futuro da EaD são positivas porém ela dá um alerta aos gestores: “acompanhem as estruturas disponibilizadas nos polos para as aulas. Laboratórios, Bibliotecas, salas climatizadas... ou seja, o mínimo de infraestrutura para o funcionamento do curso.”


Vamos Apender!

Artigos sobre Aprendizagem Colaborativa

Já sabemos sobre Aprendizagem Colaborativa com as outras postagens! e sabemos da importância do EAD nos dias atuais... 
Mas com a autonomia do aluno EAD, sua independencia e a forma de ensino (à distância).. nesse contexto, existe aprendizagem colaborativa?

Devemos primeiro diferenciar: Autonomia x Individualismo
Ser autônomo não significa ser individualista e egoísta! 

Cabe também ao aluno do EAD ser colaborador do conhecimento!

As ferramentas do Ensino a Distância podem colaborar para essa colaboração na aprendizagem! Como também as ferramentas sociais na internet!




Temos uma lista de artigos científicos interessantes sobre aprendizagem colaborativa nesse contexto!


A APRENDIZAGEM COLABORATIVA NO ENSINO VIRTUAL:

APRENDIZAGEM COLABORATIVA EM COMUNIDADES VIRTUAIS:



Espero que vocês gostem!

Vamos Aprender!

Web 2.0 na Educação

Um resumo
                    Web 2.0 deu origem ao que foi batizado de desktop móvel, mas cuja denominação mais apropriada seria PC móvel, já que ela torna praticamente desnecessário ter um PC específico, pois é possível manter todo o conteúdo do seu computador on-line, manejando-o a partir de qualquer máquina. Com o desenvolvimento da Web 2.0, a tendência é que o único software que precise estar instalado no PC seja o browser. Já se fala inclusive de Web 3.0, que incorporaria recursos de inteligência artificial, tornando as ferramentas ainda mais inteligentes e facilitando a organização e busca de informações. Historicamente passou-se de grandes computadores nas empresas para um computador para cada usuário, e agora muitos usuários e muitos computadores gerando alto valor agregado.
                   No início, a informática tinha elementos fundamentais como o hardware e o software. A IBM achava que  continuaria a ganhar dinheiro com o hardware, a Microsoft com o software, e hoje sabemos quem estava com a razão. Com a criação da Web 2.0 temos um novo conceito, a webware, definida pela própria Wikipedia como a segunda geração de serviços e aplicativos da Internet, que permite maior interação com o usuário e semelhança com aplicações desktop, para atender de forma mais abrangente o peopleware (usuários que utilizam direta ou indiretamente a computação) por meio da Inteligência Coletiva.
                   Os softwares de escritório existentes hoje migrarão cada vez mais para a webware, utilizando fundamentalmente um simples browser como interface com o usuário (quem sabe um sistema operacional do futuro, extremamente leve e rápido, que tenha somente como IHM - Interface Homem-Máquina - a tela inicial de um browser).
                   Na Web 2.0, pelo fato de todos os internautas do mundo estarem colaborando e ajudando nos testes, constantemente o aplicativo sofre modificações, aprimorando-se. A chave de outro princípio é “Pequenas Peças Frouxamente Unidas”, que faz uma analogia com um grande quebra-cabeça, onde todos fornecem as suas próprias peças para a montagem de um grande site. O que se complementa com a ideia da “cauda longa”, definida por Chris Anderson: o poder coletivo de pequenos sites que constituem a maior parte do conteúdo da rede.
                   "Web 2.0 é a mudança para uma internet como plataforma, e o entendimento das regras para obter o sucesso nesta nova plataforma. Entre outras palavras, a regra mais importante é desenvolver aplicativos que aproveitem os efeitos da rede para se tornarem melhores quanto mais são usados pelas pessoas, aproveitando a Inteligência Coletiva."
                   Conforme cada usuário é inserido no sistema, seus próprios arquivos são disponibilizados para o restante do grupo; logo, quanto maior esse número de usuários, maior será o potencial de serviços disponíveis nessa rede. De forma muito inteligente, as pontas são conectadas, potencializando o poder individual de cada usuário.
                   Um neurônio nada vale sem a conexão a outros; conectado, produz as sinapses e aumenta a inteligência. Atualmente, um computador, se não estiver conectado a outros, não propicia a Inteligência Coletiva. Seria análogo a um maravilhoso carro, sem rodas, numa garagem - não vai a lugar nenhum! Como afirma Gilson Schwartz, "no cérebro, sinapses. No ambiente, redes."
Usos Pedagógicos da Web 2.0

                   Um dos lemas da Web 2.0 é: tudo é matéria-prima para ser usada e remixada. Com a Web 2.0, diversos conteúdos são criados e mantidos de forma dinâmica por usuários e comunidades e, portanto, não são mais considerados acabados nem com uma finalidade específica. Ao contrário, tudo é viso como matéria-prima, que pode ser retrabalhada em função dos interesses e necessidades dos usuários. Daí a ideia de remixagem, que pode ser considerada uma palavra-chave dessa tendência, assim como a ideia da versão beta permanente, que já abordamos. Nesse sentido, na Web 2.0 o usuário não é mais pensado apenas como recipiente passivo, mas simultaneamente como produtor e desenvolvedor de conteúdo. A Web 2.0 facilitou tremendamente a criação de conteúdo de todo tipo, a ponto de podermos falar de uma "sociedade de autores". Para a EAD, isto significa que o aluno passa também a ser, além de leitor, autor e produtor de material didático, e inclusive editor e colaborador, para uma audiência que ultrapassa os limites da sala de aula, ou mesmo do ambiente de aprendizagem. A habilidade para acessar e publicar conteúdo com facilidade nos força a repensar o que esperamos de nossos alunos, e inclusive o que significa ensinar e aprender. Portanto, a Web 2.0 questiona não apenas a separação entre usuário e autor, mas também a separação entre aluno e autor. O que não dizer então da divisão entre o professor autor e o professor tutor? Na Web 1.0, os sites funcionam como folhetos virtuais, em que o usuário vai e "pega" algo. Na Web 2.0, o usuário pode também deixar algo. Não ocorre apenas download, mas também upload. Não importa se é um vídeo, um podcast ou um verbete de uma enciclopédia, mas as pessoas querem participar ativamente, querem deixar algo, não querem ser somente espectadores passivos. As pessoas querem interagir diretamente na mídia têm consciência de que podem contribuir de alguma maneira.
Fonte: Carlos Valente e João Mattar, "Second Life e Web 2.0 na Educação"

terça-feira, 15 de outubro de 2013

Ser professor

Fiquei pensando se deveria fazer ou não neste espaço uma homenagem aos professores. Faço aqui uma breve pausa em EaD, tutoria on-line, e-learning, cibercultura. Para homenagear a todos os professores e tutores que estiveram e estão presentes em nossas vidas.


segunda-feira, 14 de outubro de 2013

E-learning no mundo corporativo

As empresas estão cada vez mais aderindo ao e-learning como solução de treinamento, pois ele possibilita uma rápida otimização dos seus processos e recursos. Com eles as empresas conseguem aliar o conteúdo teórico das melhores técnicas de administração aos processos internos da empresa.

O e-learning é uma ótima forma de treinar os funcionários e prepará-los para enfrentar problemas do seu dia-a-dia, tendo como arma o conhecimento. Além disso, é possível disseminar a informação de forma uniforme, havendo uma padronização do conteúdo e da forma como esse conhecimento será disponibilizado.

A utilização de treinamentos online é indicada para a grande maioria das empresas, principalmente as que se enquadram nas características abaixo:
  • Grande número de funcionários: Quanto maior o número de funcionários a serem treinados, menor o custo do treinamento, uma vez que o custo da aquisição da solução será amortizado pela quantidade de pessoas a serem treinadas.
  • Altos gastos com treinamento de funcionários: Empresas que fazem grandes investimentos em treinamentos in company ou em participações avulsas em cursos presenciais podem adotar o e-learning para diminuir seus gastos sem perder qualidade e eficiência do treinamento. A adoção do e-learning possibilita que o conhecimento fique dentro da corporação e esteja disponível para todos que desejarem realizar o curso. Tudo isso por um custo fixo e determinado.
  • Alta rotatividade de funcionários: Quando a empresa enfrenta problemas de alta rotatividade, seja pelo mercado altamente competitivo ou pela estratégia de remuneração e contratação adotada, é de fundamental importância que os novos funcionários comecem a produzir e trazer retorno da forma mais rápida possível. Pesquisas mostram que, ao investir em treinamento, o tempo para o colaborador atingir seu ponto de máximo desempenho cai, em média, de seis para três meses.

Assisti ao vídeo do Presidente da Didaxis, André Zambrini e gostaria de compartilha-lo com vocês.


Objeto de Aprendizagem

Objeto de aprendizagem (OA) é uma unidade de instrução/ensino que é reutilizável. De acordo com o Learning Objects Metadata Workgroup, Objetos de Aprendizagem (Learning Objects) podem ser definidos por "qualquer entidade, digital ou não digital, que possa ser utilizada, reutilizada ou referenciada durante o aprendizado suportado por tecnologias". Um exemplo brasileiro de construção de Objetos de Aprendizagem para a Educação Básica (Ensino Médio) é a Fábrica Virtual do RIVED.
Um objeto de aprendizagem pode ser usado em diferentes contextos e em diferentes ambientes virtuais de aprendizagem, para atender a esta característica, cada objeto tem sua parte visual, que interage com o aprendiz separada dos dados sobre o conteúdo e os dados instrucionais do mesmo. A principal características dos objetos de aprendizagem é sua reusabilidade, que é posta em prática através de repositórios, que armazenam os objetos logicamente, permitindo serem localizados a partir da busca por temas, por nível de dificuldade, por autor ou por relação com outros objetos. Nos países de língua inglesa existe um vasto número de repositórios disponíveis, utilizados e reutilizados em contextos diversos.
"Objetos de Aprendizagens são materiais digitais (imagens, documentos, simulações, vídeos, recursos multimídia etc.) que apoiam o processo de ensino e aprendizagem e têm um objetivo educacional bem definido." (Nunes, 2005)
Repositórios e Referatórios de Objetos de Aprendizagem e outros Recursos Educacionais
Um “repositório” é um site na web que contém recursos digitais úteis para a aprendizagem formal ou não-formal, com mídias como textos, imagens estáticas (mapas, gráficos, desenhos, ou fotografias) ou animadas (vídeos, filmes), arquivos de som, e objetos de aprendizagem. Alguns repositórios são essencialmente institucionais, para dar apoio a seus próprios cursos a distância ou presenciais; outros são multi‑institucionais, focalizando uma determinada área de conhecimento humano, ou material de valor educativo numa determinada mídia.
Um “referatório”, por outro lado, é um site na web que não faz o armazenamento dos recursos propriamente ditos, mas sim, indica a quem tem interesse em aprender. São “metadados” (catalogação extensa) que indicam quais são os repositórios que detêm recursos sobre determinado assunto. Como tal, é um “agregador” de fontes de informação, fazendo no ciberespaço o trabalho importante feito antigamente pelo bibliotecário de referência: indica ao aprendiz os locais mais prováveis onde encontrar a informação desejada.
Permitem:

  • Classificação
  • Armazenamento
  • Recuperação
  • Reutilização
Também armazenam os metadados (palavras-chave) – São dados usados pelos serviços de informação on-line nos processos de busca.
São dados que permitem informar as pessoas sobre a existência de um conjunto de dados ligados às suas necessidades específicas  (ALMEIDA, 1998)
Ex. de Metadados:
  • Tipo de objeto
  • Autor
  •  Proprietário
  • Distribuição
  • Características Pedagógicas.
Exemplos de repositórios:
  • Repositório Institucional UFC - Clique aqui
  • Rived – Rede Interativa Virtual de Educação - Clique aqui
  • Banco Internacional de Objetos Educacionais - Clique aqui
Lista de Repositórios e Referatórios de Objetos de Aprendizagem - Clique aqui

domingo, 6 de outubro de 2013

Aprendizagem Colaborativa



Esse vídeo nos apresenta o conceito de Aprendizagem Colaborativa

Iremos conhecer um pouco mais sobre o conceito e sua utilização mais presente nos dias atuais!

Somos uma ferramenta de aprendizagem colaborativa, pois passamos conhecimentos às pessoas que querem aprender sobre esses assuntos!

Segundo Dillenbourg (1999) aprendizagem colaborativa é uma situação onde duas ou mais pessoas aprendem ou tentam aprender juntas.

Então... Vamos aprender mais sobre isso?

APRENDIZAGEM COLABORATIVA

Aprender...

Segundo o Dicionário Aurélio Online: 

Significado de Aprender

v.t. Adquirir o conhecimento de, ficar sabendo, instruir-se: aprender 


Essa ação de Adquirir conhecimento, tão presente na nossa vida desde os tempos mais antigos, evolui a cada dia que passa.
O aprender vem desde de criança... Andar, falar, ir só ao banheiro, vestir-se...
Aprender no colégio, ler, escrever, brincar...
Aprender na faculdade... conhecimentos científicos, técnicos...
Aprender no trabalho... práticas, ações....
Aprender na família, na casa... cozinhar, limpar, criar filhos, gerenciar uma casa....
Aprender todos os dias!

Todo os dias, sem nos darmos conta, aprendemos coisas novas! A vida é um contínuo aprendizado!

Então, convido a todos a aprendermos mais sobre o processo de aprendizado, em especial, o aprendizado colaborativo na área de Administração!


Vamos Aprender?!